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terça-feira, 1 de outubro de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
UMA ESTÁTUA
A estátua, ainda em construção, que viria a ser colocada na Praça do Marquês de Pombal. A fotografia é de 1930 e a inauguração do monumento foi em 1934. Curiosamente, a Praça do Marquês de Pombal, assim denominada desde 1882, chamava-se anteriormente "Rotunda" que continua a ser a designação da actual estação de metropolitano até 1998.
sábado, 30 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
UM BOLETIM DE VOTO
Boletim de voto do referendo popular de 1938 onde a Áustria decidia sobre a anexação ao Terceiro Reich de Adolf Hitler com os célebres "Sim" a serem muito maiores do que os "Não".
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
869
Parece que a malta do sistema anda por ai' a comemorar umas coisas; como de costume enfiaram a pata na poça e la' fizeram asneira com uma bandeira. Indiferente: Portugal comemora hoje oitocentos e sessenta e nove anos de independência. O resto são batatas. E quem ainda não percebeu que o Dia de Portugal e' o 5 de Outubro de 1143 pode ir aprender porquê. Diz que hoje em dia utilizando uma tal de 'internet' não e' coisa que leve muito tempo. Basta vontade.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
DA MUDANÇA
Faz parte da vida dos homens encontrar soluções que pensa serem eternas para problemas dos seus dias e, dessa forma, construir um mundo presente que o acolhe e satisfaz. No entanto, inapelavelmente, mais tarde ou mais cedo essas soluções esgotam-se em novos problemas e aquilo que parecia uma certeza salvífica tarde ou cedo se torna num problema a carecer de resolução. A mudança perpétua é a única certeza dos tempos dos homens porque a sua interacção não é estática e repetitiva, pelo contrário, é antes dinâmica e criativa e, por esta razão, de tempos a tempos, o mundo muda e o presente já não é solução para o futuro. Claro que mudar de vida assusta: é preciso colocar em causa o que se julgava certo, aceitar a perenidade das certezas e abraçar o risco do desconhecido; receio é o mínimo que a prudência dos vivos aconselha. Mas é aí que se vê também a verdadeira coragem dos homens: fazer repetidamente aquilo que acriticamente se "sabe" ser uma receita vencedora nada tem de corajoso, é um automatismo; já arriscar no desconhecido munido apenas com a esperança de construir um mundo novo exige a suprema coragem e valentia daqueles que construirão - forçosamente - o amanhã que se erguerá resplandecente das cinzas do mundo presente que agora entra em colapso. É preciso coragem mas, acima de tudo, inteligência para compreender que ter a coragem de mudar é a única solução: a alternativa é colapsar juntamente com o mundo que agora entra em colapso. Sintetiza Antero de Quental este sentimento com a sua prosa única e distinta quando se refere à mudança sentida em Portugal no Século XVI:
"Este mundo desarmónico tinha contudo uma extraordinária força de vitalidade. Firmava-se no que há de mais tenaz e resistente no mundo: o mal e a ignorância; a miséria e a superstição. E, como o abuso e a tirania também têm os seus fiéis, e o erro e a ilusão os seus crentes, a Idade Média, ao soar a sua última hora, tinha ainda muito quem a amasse, quem dela e por ela vivesse, respirando contente suas névoas ainda as mais pesadas. As almas viram-se nuas, despojadas do brando conchego das antigas crenças. As tradições quebraram-se uma a uma e os homens, deixando de suster nas mãos esses fios condutores no labirinto da vida, sentiram-se isolados e fracos. A lousa caiu, pois, sobre o cadáver da idade passada no meio de um coro tristíssimo de soluções, dos suspiros e das lamentações dos seus fiéis desolados. Por outro lado o futuro parecia incerto e cheio de dúvidas."
Antero de Quental, O Futuro da Música (1865)Se substituirmos onde se lê "Idade Média" por "Socialismo de Estado" temos um perfeito relato sobre a decisão que se impõe agora perante os Portugueses: continuar a insistir num modelo pejado de direitos garantidos (independentemente da sua correspondência com os respectivos deveres) que sobrevive através do movimento perpétuo de criação de dívida (até ao colapso inevitável) e que nos impõe uma constante e exasperante pobreza sistémica ou compreender que é preciso acompanhar o mundo da produtividade, competitividade - e correspondente riqueza - criando um novo modelo de direitos e deveres assente na liberdade individual (e o risco que esta comporta), no mérito e no trabalho. Ou seja: enfrentamos a escolha entre, por um lado, entrar em colapso económico agarrados a certezas do passado (que se tornam evidentemente erradas ao levarem-nos à bancarrota sócrates) ou, pelo outro lado, ter a coragem de começar a criar um mundo novo em que estar entre os melhores não seja uma mera quimera mas uma real possibilidade. Uma possibilidade que terá de ser conquistada com esforço, dedicação, coragem e, principalmente, muito trabalho. Acima de qualquer gosto pessoal, institnto de simpatia ou antipatia por este ou por aquele, acima de tudo o resto, é exactamente esta a decisão que temos pela frente no próximo dia 5.
terça-feira, 3 de maio de 2011
A GÉNESE (II)
"O «liberalismo», embora lentamente, criou uma nova ordem política e jurídica e uma nova administração. Mas de «liberal» teve pouco. Por causa da sua intrínseca fraqueza e do seu isolamento na sociedade portuguesa viveu até muito tarde sob a tutela do exército e, depois, sob uma forma de «fusão», ou seja, sob a tutela de partidos sem espécie de legitimidade, que na prática não se distinguiam e governavam por vontade do rei. Na essência um importação (às vezes forçada, às vezes voluntária), o «liberalismo» foi sempre buscar a França e a Espanha ideologias, modelos, métodos de acção e até programas. Nisto não se distinguiu da natureza imitativa da cultura letrada nacional.
Infelizmente, continuou também as tradições do «antigo regime». Um Estado que fez mais centralizado, despótico e intrusivo; a tendência para sustentar com dinheiro público uma classe média burocrática e «parasitária»; e uma constante intervenção na economia, em parte imposta pela ausência de capital privado, em parte por simples penúria financeira. Isto trouxe, como trouxera no fim do antigo regime, um défice permanente e uma dívida nacional sem proporção com pobreza e a dimensão do país."
Vasco Pulido Valente, 'O Liberalismo Português' in Portugal: Ensaios de História e de Política
Infelizmente, continuou também as tradições do «antigo regime». Um Estado que fez mais centralizado, despótico e intrusivo; a tendência para sustentar com dinheiro público uma classe média burocrática e «parasitária»; e uma constante intervenção na economia, em parte imposta pela ausência de capital privado, em parte por simples penúria financeira. Isto trouxe, como trouxera no fim do antigo regime, um défice permanente e uma dívida nacional sem proporção com pobreza e a dimensão do país."
Vasco Pulido Valente, 'O Liberalismo Português' in Portugal: Ensaios de História e de Política
A GÉNESE
"O «liberalismo» fora imposto por um exército (na origem, meio mercenário), pela banca inglesa, e, secundariamente, pela francesa, pelo apoio das Potências e por um príncipe mais brasileiro do que português. Fora das cidades (no fundo, de Lisboa e do Porto), ninguém o pedira e ninguém o percebia.
(...) No meio do tumulto, o «liberalismo», que não ignorava a sua fraqueza, tentou chegar a uma unidade que lhe permitisse governar o país. Sem resultado. Em 24 de Setembro de 1834, D. Pedro, o único «liberal» teoricamente acima das facções, morreu com uma encenação melodramática ao gosto da época. Ea partilha dos despojos consumou as velhas divisões do «movimento». A substância dos bens nacionais, à volta de 87 por cento vendida por «papel» (ou seja, por títulos da dívida pública ou por títulos da dívida do Estado a servidores, que D. Miguel demitira ou que se haviam juntado à causa da rainha na emigração ou na guerra) e muito abaixo do seu valor real, acabou nas mãos de três centenas de privilegiados. O resto ficou para alguns milhares de pequenos proprietários, que comparavam mais caro e quase sempre metálico. Numa palavra, os chefes do «liberalismo» inauguravam o seu reino com a fraude e o arbítrio para se enriquecer a si mesmos."
Vasco Pulido Valente, 'O Liberalismo Português' in Portugal: Ensaios de História e Política
(...) No meio do tumulto, o «liberalismo», que não ignorava a sua fraqueza, tentou chegar a uma unidade que lhe permitisse governar o país. Sem resultado. Em 24 de Setembro de 1834, D. Pedro, o único «liberal» teoricamente acima das facções, morreu com uma encenação melodramática ao gosto da época. Ea partilha dos despojos consumou as velhas divisões do «movimento». A substância dos bens nacionais, à volta de 87 por cento vendida por «papel» (ou seja, por títulos da dívida pública ou por títulos da dívida do Estado a servidores, que D. Miguel demitira ou que se haviam juntado à causa da rainha na emigração ou na guerra) e muito abaixo do seu valor real, acabou nas mãos de três centenas de privilegiados. O resto ficou para alguns milhares de pequenos proprietários, que comparavam mais caro e quase sempre metálico. Numa palavra, os chefes do «liberalismo» inauguravam o seu reino com a fraude e o arbítrio para se enriquecer a si mesmos."
Vasco Pulido Valente, 'O Liberalismo Português' in Portugal: Ensaios de História e Política
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
A GÉNESE CRISTÃ DA EUROPA (UMA PERSPECTIVA AGNÓSTICA)
Há muito anti-cristianismo por aí. Muito modernismo que vê os valores cristãos como algo que não faz - ou não deveria fazer - parte da nossa sociedade. Parece-me que há uma importante distinção a fazer entre aquilo que é o dogma da Igreja (que podemos ver como a verdade, como uma interpretação da verdade ou como uma mentira) e os valores cristãos. Se a posição que tomamos perante o dogma é eminentemente privada já a segunda é eminentemente pública: o respeito pelo próximo, a tolerância, a noção de comunidade e que a felicidade é partilhada em paz e com respeito pelo Outro são valores de todos, que afectam todos. Posso não ver o dogma da Igreja como a minha verdade mas vejo os valores do Cristianismo como os meus valores. São, aliás, os nossos valores. Porque a Europa se fundou assente no Cristianismo:
"Para agora importa recordar, apenas, que essa Ordem [a Ordem de Cister] presidia, em todo o Mundo Cristão, à organização político-militar, ofensiva e defensiva, contra o mundo muçulmano. Para isso fundou diversas ordens de monges guerreiros, que ràpidamente se espalharam por todos os reinos cristãos, instalando-se junto à Corte dos Monarcas, constituindo o seu estado maior militar, ao passo que, simultaneamente, uma apertada rede de mosteiros fornecia aos Estados cristãos a ajuda intelectual e moral que veio a constituir o núcleo da civilização cristã capaz de apagar os fulgores do progresso islamita. Entre essas Ordens assim creadas, destacaram-se, entre nós, as dos Templários, Santiago, e Avís, verdadeiros potentados militares que, ao serviço de D. Afonso Henriques, estão na base da fundação do reino de Portugal.
Todas essas Ordens, posto que dessiminadas pelo orbe cristão, estavam directamente ligadas à casa-mãe de Cister, em Claraval, por forma que S. Bernardo, suprema autoridade de toda a organização, dirigia seguramente, da solidão da sua cela, não só a ofensiva geral da cristandade, no período da Reconquista, como a política diplomática dos Monarcas obedientes ao Vigário de Cristo na terra".
Costa Brochado, A Conquista de Lisboa aos Mouros, 1952; p. 18 [mantive o Português da época]É importante compreender que, apesar de muitas lutas motivadas por disputas de poder, muitas cisões e muito sangue, o advento de Europa tolerante, aberta e respeitadora é uma consequência directa da identidade europeia. Os nossos valores só serão europeus na medida em que concordarem com um processo valorativo que une a génese com o momento presente. Somos, por isto mesmo, todos cristãos na nossa identidade, nos valores que partilhamos. A recusa dos valores do cristianismo hoje em dia representa, portanto, uma recusa da nossa origem e daquilo que nos é comum; representa uma tentativa de criação de uma nova identidade. Se é certo que novos valores não serão forçosamente piores - ninguém de bom senso advoga a não-tolerância ou o não-respeito pelo próximo - preocupa-me a erosão do sentido de comunidade. É importante percebermos que os valores do cristianismo não são importantes por serem cristãos: são importantes porque são nossos. Se esquecermos a nossa identidade comum, como poderemos construir um futuro em conjunto? Este ponto pode parecer menos importante para quem defenda os valores universais modernistas do "somos todos iguais no mundo inteiro" mas representa um problema: os Chineses têm uma cultura própria, os Americanos também e os indianos idem; ninguém duvida que os Árabes a têm. Se não souber a Europa manter a sua identidade (concorrencial com o resto do mundo) será colonizada. Aos poucos e poucos, pela atomização crescente, o individualismo, o consumismo, a não-identidade valorativa lá vai a Europa definhando, incapaz de manter uma curva de natalidade que assegure o futuro desta civilização milenar. Porque não há uma comunidade que sobreviva sem um entedimento comum sobre os valores que partilha, o ataque aos valores que nos unem (e a recusa de aceitar com orgulho de onde vimos e o que representamos) será apenas mais uma pedra no túmulo do nosso desaparecimento.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
867
Portugal faz hoje oitocentos e sessenta e sete anos. Ninguém fala disto. Comemorar a implantação da república e não se referir (em lado algum) que hoje é o aniversário de Portugal é um ultraje. Seria como comemorar todos os anos o aniversário da primeira comunhão, ou do primeiro dia de escola, ou do primeiro beijo e nunca, nunca, comemorar o dia do nascimento. Patético. A grande conquista da esquerda e da extrema-esquerda pós-25 de Abril é a erosão do orgulho, dos valores e de parte da identidade nacional a coberto do medo, sempre o medo, do regresso do "fascismo". Não há fascismo nenhum. Só medo. E ódio. Como todos os ódios, também esses, um dia, serão derrotados. Parabéns Portugal.
domingo, 3 de outubro de 2010
AINDA AQUI ESTAMOS (ou: como a génese da problemática cultural portuguesa deriva em grande medida da acção directa e indirecta da extrema esquerda no pós-25 de Abril)
"Porém, o caminho de regresso a esses ideais [a Democracia na Liberdade assente nos Direitos do Homem] apresenta-se, ainda, coalhado de obstáculos, não sendo fácil sair-se de um estado de desequilíbrio gerado por antagonismos sociais alicerçados no ódio entre classes, criminosamente fomentado por falsos ideólogos e alimentado pelo parasitismo dos que, apenas movidos pela ânsia de satisfação das suas ambições pessoais, se transformaram em pedras executórias de um plano de destruição do País.
(...)
Só assim se compreendem os aumentos de salário sem incentivar o aumento de produtividade sabendo-se que , em breves meses, esses aumentos não teriam qualquer significado no poder de compra. Só assim se compreende que se tenham destruído os «velhos monopolistas» de uma forma primária, em vez de os enquadrar e sujeitar a regras de justiça social, e surja uma nova classe de servidão do monopolismo estatal composta por parasitas sociais, que, sem a menor capacidade de gestão, se limitam a ser agentes de transmissão entre os trabalhadores e os governante. Enquanto estes, colocados na posição de superadmnistradores de empresas e sem a menor possibilidade de definirem uma política de desenvolvimento, geram a ruína da economia nacional.
Ao mesmo tempo, o funcionalismo público, as pequenas e médias empresas, os trabalhadores de serviços sem possibilidade de actualizarem convenientemente os seus proventos, as pessoas de rendimentos fixos que que vivem do que pouparam numa vida inteira de labuta, todos estes que, no seu conjunto, formam a classe média do País, encontram-se à beira da destruição, caminhando-se para um vazio social propício à indignação e à revolta.
(...)
Neste quadro social, com uma balança de pagamentos altamente deficitária, a gastar-se muito mais do que se produz, com o ouro a esvair-se, com empréstimos sobre empréstimos sem uma correcta aplicação em planos de desenvolvimento, tudo conduz para uma terrível situação que os portugueses em tempo algum sonharam: a «colonização» de Portugal.
Afinal nós os «colonialistas», os «homens do Império», passados a cidadãos de um pequeno e pobre país, sem dimensão universal e sem grandeza cultural, por virtude da nossa própria incapacidade, sujeitamo-nos a uma colonização financeira e tecnológica e, por esta via, a perder a independência."
António de Spínola, País Sem Rumo, 1978; pp. 361-3 [Negritos meus]
(...)
Só assim se compreendem os aumentos de salário sem incentivar o aumento de produtividade sabendo-se que , em breves meses, esses aumentos não teriam qualquer significado no poder de compra. Só assim se compreende que se tenham destruído os «velhos monopolistas» de uma forma primária, em vez de os enquadrar e sujeitar a regras de justiça social, e surja uma nova classe de servidão do monopolismo estatal composta por parasitas sociais, que, sem a menor capacidade de gestão, se limitam a ser agentes de transmissão entre os trabalhadores e os governante. Enquanto estes, colocados na posição de superadmnistradores de empresas e sem a menor possibilidade de definirem uma política de desenvolvimento, geram a ruína da economia nacional.
Ao mesmo tempo, o funcionalismo público, as pequenas e médias empresas, os trabalhadores de serviços sem possibilidade de actualizarem convenientemente os seus proventos, as pessoas de rendimentos fixos que que vivem do que pouparam numa vida inteira de labuta, todos estes que, no seu conjunto, formam a classe média do País, encontram-se à beira da destruição, caminhando-se para um vazio social propício à indignação e à revolta.
(...)
Neste quadro social, com uma balança de pagamentos altamente deficitária, a gastar-se muito mais do que se produz, com o ouro a esvair-se, com empréstimos sobre empréstimos sem uma correcta aplicação em planos de desenvolvimento, tudo conduz para uma terrível situação que os portugueses em tempo algum sonharam: a «colonização» de Portugal.
Afinal nós os «colonialistas», os «homens do Império», passados a cidadãos de um pequeno e pobre país, sem dimensão universal e sem grandeza cultural, por virtude da nossa própria incapacidade, sujeitamo-nos a uma colonização financeira e tecnológica e, por esta via, a perder a independência."
António de Spínola, País Sem Rumo, 1978; pp. 361-3 [Negritos meus]
DÉJÀ VU
"Com efeito, ao minimizar a crise económica e ao ignorar o seu inevitável agravamento perante a crescente deterioração do sector do Trabalho, o Primeiro-Ministro* revelava-se incapaz de dominar uma situação cuja gravidade não reconhecia ou, pior ainda, procurava omitir por razões de ordem política."
*Vasco Gonçalves
António de Spínola, País Sem Rumo; p. 210
*Vasco Gonçalves
António de Spínola, País Sem Rumo; p. 210
sábado, 25 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
JOSÉ SARAMAGO (1922 - 2010)
Um dos maiores Portugueses: polémico, amado ou odiado, louvado e criticado. Escritor ímpar reconhecido mundialmente; lúcido, inteligente, irónico e implacável. Íntegro. Com a coragem das suas convicções, ao contrário de muitos, dele se pode dizer que viveu como um Homem. Saramgo, o Grande.
terça-feira, 18 de maio de 2010
IAN CURTIS (1956 - 1980)
Faz hoje trinta anos que Ian curtis, por decisão própria, deixou de estar entre nós. Ou melhor, desejou deixar de estar entre nós porque, no meio de tanta merda, a pureza e a força de Ian nunca deixarão de estar, pelo menos, no meio de alguns de nós.
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