Portishead, 'Cowboys', Portishead (1997)
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
O ESPÍRITO GREGÁRIO
O argumento do isolamento. A reprovação da consciência, mesmo entre os mais conscienciosos, é fraca em comparação com o seguinte argumento: «Isto ou aquilo é contrário aos costumes da tua sociedade.» O olhar frio, a boca contraída de parte daqueles entre os quais e para os quais a pessoa foi educada, eis o que mesmo o mais forte teme. Que é que ele verdadeiramente teme? O isolamento! Este argumento é capaz de abalar mesmo os melhores argumentos para uma pessoa ou para uma causa. Assim se exprime, em nós, o espírito gregário."
Friedrich Nietzsche, A Gaia Ciência (1882)
Friedrich Nietzsche, A Gaia Ciência (1882)
DA LUCIDEZ
"Não podia haver fórmulas para fixar as pessoas em si mesmas, senão quando as pessoas, no medo de perderem a segurança das causas, as inventassem, e se atribuíssem a si mesmas motivações que não tinham ou que não eram exactamente aquelas. Sendo assim, não havia diferença alguma entre os imbecis e os lúcidos, entre os honestos e os patifes. Ou só uma diferença: o quererem ser lúcidos, e o quererem ser leais. Era então muito pouco o que restava: uma lucidez sempre imperfeita, e uma lealdade sem objecto seguro."
Jorge de Sena, Sinais de Fogo
Jorge de Sena, Sinais de Fogo
DA GREVE
Ontem, pela manhã, um automóvel relativamente novo, ornamentado com duas bandeiras vermelhas e equipado com uns altifalantes poderosos, passava uma voz rouca que afirmava que "os trabalhadores da função pública não são responsáveis pelo despesismo, que os trabalhadores não são responsáveis pelo estado a que as coisas chegaram". Talvez concorde. Em parte. No entanto, não deixo de concordar também que trabalhadores que têm um vínculo de trabalho permanente, um sistema de acesso à saúde fantástico e beneficiado de condições que mais ninguém beneficiou (estou a pensar nos aumentos salariais de 2009, por exemplo) não poderiam deixar de ter o reverso da medalha: trabalham para um patrão falido. E contra o poder imponderável da realidade - não há dinheiro - sobra, de facto, a questão da responsabilidade; e essa afere-se de forma muito simples: em quem andaram os trabalhadores da função pública a votar nos últimos quinze anos? É que a responsabilidade de facto não mora unicamente num pretenso curso de "filosofia" em Paris.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
FORA A CHINA
Fora a China! A China é má! O comunismo é mau! Abaixo o Hu Jintao! Chop suey é uma bosta! A bandeira chinesa é feia! O hino pior! Cheira mal na China! Lixem-se os comunistas chineses!
Ah, adoro o cheiro a liberdade pela manhã.
Ah, adoro o cheiro a liberdade pela manhã.
CENSURADO
Acabei de descobrir que este blog, com certeza devido aos ataques aqui proferidos contra a nação chinesa, está bloqueado - censurado, portanto - na China. Uma maravilha a ditadura, não é?
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