quarta-feira, 13 de outubro de 2010

DESAFIO

A conexão será, por ventura, o grande desafio: da parte descobrir um todo.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ANDREW BIRD, O SUBLIME

"The «near death experience» experience: where you take a pill to have a near death experience but... a safe one. Just to enjoy life a little bit more."

Andrew Bird, Aula Magna, 7 de Outubro de 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

SOZINHO

A condescendência e a arrogância podem perfeitamente ser palavras terceiras para a vanguarda incompreendida. Não sendo, compreendendo todos os que não entendem tal conceito, esperarei calmamente do alto do meu posto pelo momento de compreensão generalizada. Provavelmente sozinho. Assim seja.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

867

Portugal faz hoje oitocentos e sessenta e sete anos. Ninguém fala disto. Comemorar a implantação da república e não se referir (em lado algum) que hoje é o aniversário de Portugal é um ultraje. Seria como comemorar todos os anos o aniversário  da primeira comunhão, ou do primeiro dia de escola, ou do primeiro beijo e nunca, nunca, comemorar o dia do nascimento. Patético. A grande conquista da esquerda e da extrema-esquerda pós-25 de Abril é a erosão do orgulho, dos valores e de parte da identidade nacional a coberto do medo, sempre o medo, do regresso do "fascismo". Não há fascismo nenhum. Só medo. E ódio. Como todos os ódios, também esses, um dia, serão derrotados. Parabéns Portugal.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

QUINTA-FEIRA, NA AULA MAGNA

Andrew Bird, A Nervous Tic Motion of The Head To The Left, Live at Bonnaroo - June 16, 2006 - Manchester, TN.

domingo, 3 de outubro de 2010

AINDA AQUI ESTAMOS (ou: como a génese da problemática cultural portuguesa deriva em grande medida da acção directa e indirecta da extrema esquerda no pós-25 de Abril)

"Porém, o caminho de regresso a esses ideais [a Democracia na Liberdade assente nos Direitos do Homem] apresenta-se, ainda, coalhado de obstáculos, não sendo fácil sair-se de um estado de desequilíbrio gerado por antagonismos sociais alicerçados no ódio entre classes, criminosamente fomentado por falsos ideólogos e alimentado pelo parasitismo dos que, apenas movidos pela ânsia de satisfação das suas ambições pessoais, se transformaram em pedras executórias de um plano de destruição do País.
(...)
Só assim se compreendem os aumentos de salário sem incentivar o aumento de produtividade sabendo-se que , em breves meses, esses aumentos não teriam qualquer significado no poder de compra. Só assim se compreende que se tenham destruído os «velhos monopolistas» de uma forma primária, em vez de os enquadrar e sujeitar a regras de justiça social, e surja uma nova classe de servidão do monopolismo estatal composta por parasitas sociais, que, sem a menor capacidade de gestão, se limitam a ser agentes de transmissão entre os trabalhadores e os governante. Enquanto estes, colocados na posição de superadmnistradores de empresas e sem a menor possibilidade de definirem uma política de desenvolvimento, geram a ruína da economia nacional.
Ao mesmo tempo, o funcionalismo público, as pequenas e médias empresas, os trabalhadores de serviços sem possibilidade de actualizarem convenientemente os seus proventos, as pessoas de rendimentos fixos que que vivem do que pouparam numa vida inteira de labuta, todos estes que, no seu conjunto, formam a classe média do País, encontram-se à beira da destruição, caminhando-se para um vazio social propício à indignação e à revolta.
(...)
Neste quadro social, com uma balança de pagamentos altamente deficitária, a gastar-se muito mais do que se produz, com o ouro a esvair-se, com empréstimos sobre empréstimos sem uma correcta aplicação em planos de desenvolvimento, tudo conduz para uma terrível situação que os portugueses em tempo algum sonharam: a «colonização» de Portugal.
Afinal nós os «colonialistas», os «homens do Império», passados a cidadãos de um pequeno e pobre país, sem dimensão universal e sem grandeza cultural, por virtude da nossa própria incapacidade, sujeitamo-nos a uma colonização financeira e tecnológica e, por esta via, a perder a independência."

António de Spínola, País Sem Rumo, 1978; pp. 361-3 [Negritos meus]

DÉJÀ VU

"Com efeito, ao minimizar a crise económica e ao ignorar o seu inevitável agravamento perante a crescente deterioração do sector do Trabalho, o Primeiro-Ministro* revelava-se incapaz de dominar uma situação cuja gravidade não reconhecia ou, pior ainda, procurava omitir por razões de ordem política."

*Vasco Gonçalves

António de Spínola, País Sem Rumo; p. 210