"Lembremo-nos, além disso, que o futuro não é completamente nosso, nem completamente não nosso. de modo a não o esperarmos como devendo necessariamente existir e a não desesperar como se devesse absolutamente não existir".
Epicuro, Carta a Meneceu
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
ITALIAN SPIDERMAN
De um projecto final dum curso de cinema apareceu este trailer numa universidade de Adelaide, Austrália. Utilizando o absurdo e a paródia do cliché, adornado pela aparência setentista e com banda sonora, feita pelos próprios, a condizer, Italian Spiderman é um hino à creatividade de baixo orçamento e um belo exemplo do que a internet pode fazer pelos novos talentos: deste trailer de um filme imaginário para um trabalho universitário vieram a sair dez episódios verdadeiramente deliciosos. Ah, e a Susanna Dekker é uma diva do absurdo.
SOBRE A MORTE
"Estúpido é pois aquele que afirma ter medo da morte não porque sofrerá ao morrer mas por sofrer com a ideia de que ela há-de chegar. É verdadeiramente em vão que se sofre por esperar qualquer coisa que que não nos causa qualquer perturbação! Assim, o mais temível dos males, a morte, nada tem a ver connosco: quando somos a morte não é, e quando a morte é somos nós que já não existimos! Ela não tem qualquer relação nem com os vivos nem com os mortos, pois para uns ainda não é, e os outros já não são."
Epicuro, Carta a Meneceu
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
AGATHA CHRISTIE
Cumprem-se hoje 120 anos sobre o nascimento de Agatha Christie. A ela agradeço o gosto pela literatura que, desde muito novo me permitiu explorar horizontes que foram fundamentais para a forma como me identifico hoje. Por isso mesmo, considerando que eu não seria quem sou se, desde precoce idade, não me tivesse atirado aos livros com o assombro e o entusiasmo próprios da paixão, então eu devo não a minha vida mas a minha existência a, entre outros, esta senhora. Somos as escolhas que fizemos. Essas mesmas escolhas tomam-se à luz do melhor (ou não) conhecimento que temos no momento em que se escolhe. Essa informação que nos (in)forma é, portanto, causa fundamental daquilo que somos, daquilo que escolhemos ser. Por consequência lógica a nossa definição identitária não poderá ser, em momento algum, individualista. Somos um colectivo de vontades alheias. Somos uma soma da nossa vontade. E muita da minha vontade de pôr as little grey cells a funcionar deve-se a Agatha Christie. Por essa parte de mim que me faz de forma reiterada relembrar o deleite que me invadiu quando, pela primeira vez, (de muitas) me defrontei com A Primeira Investigação de Poirot lhe estarei eternamente grato.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
APOIADO
"O que é a verdade?, perguntava Pilatos. Também não sei, mas sei o que é a mentira. Uma mentira é uma declaração que sabemos falsa, feita com o intuito de enganar alguém. Fazer isso a quem gostamos, de modo intencional e repetido, é que é saudável? Garantem-me que sim. E eu regresso, mansamente, ao meu manicómio."
Aqui.
Aqui.
sábado, 11 de setembro de 2010
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