quinta-feira, 7 de maio de 2009

PAUSA PARA ÁFRICA

Aqui vou eu rumo ao Quénia e ao Uganda, lá para Junho voltamos a falar. De preferência com uns vídeos e umas fotos a condizer. Talvez pelo caminho despareça esse Sócrates miserável, ou caso contrário, talvez haja mais Freeport's e BPN's e que tal, talvez haja culpados nos inquéritos, ou talvez não, talvez fique tudo na mesma como à lesma, talvez eu vá e volte e nada mude, nada não, eu não serei o mesmo, não senhor, isto de ir africanizar durante tanto tempo só pode mesmo é mudar um gajo. Adeus e até ao meu regresso.

terça-feira, 14 de abril de 2009

BITS, BEATS AND BOBS

A Meow tem um blog muito giro. Aconselho vivamente a explorar a experiência londrina misturada com o background lisboeta. Isto, claro, acompanhado por umas excelentes fotografias. Talvez devesse ter começado por aí, fica agora aqui estabelecido, a Meow é uma fotógrafa de mão cheia. Aqui ficam dois exemplos. E sigam o link aqui.


FERNANDO PESSOA, "O BANQUEIRO ANARQUISTA"



Andei uns tempos à procura deste livro mas não o encontrei, felizmente, a Verónica lembrou-se e ofereceu-mo no meu aniversário. Não me desiludiu minimamente. Um relato simples, assente na dialéctica racional, próprio de um pensador profundo e radical como Pessoa, que explora com a ironia espelhada no título as contradições paradoxais dos pensamentos cheios de certeza dos humanos. Há algumas premissas mais fortes do que outras mas, sem dúvida, a construção do edifício intelectual que justifica a existência de um "banqueiro, grande comerciante e açambarcador" que vive pelos ideais e princípios da mais pura anarquia é simplesmente deliciosa. Uma crítica à pretenção racional humana e, ao mesmo tempo, uma crítica certeira, tão ou mais actual hoje do que em 1922, ao esvaziamento moral e ético de uma sociedade obcecada pelo materialismo extremo, vidrada nos fins egóticos e individualistas e sem olhar a meios para os atingir. Leitura obrigatória.

domingo, 22 de março de 2009

GOETHE

"Os homens, porque tratam os meios como se fossem fins, enganam-se a propósito de si mesmos e a propósito dos outros. Uma actividade sem objectivos não conduz a nada, ou talvez conduza ao inverso dessa actividade."