quinta-feira, 29 de novembro de 2012
O SR. DA CONSTITUIÇÃO
Volta não volta lá aparece o Sr. Douto e Venerando Jorge Miranda a dizer que qualquer coisa é inconstitucional. Três breves notas: 1. O nível da discussão não se pode ficar pela constitucionalidade ou não de uma coisa. Neste caso, taxar o secundário é mau porque é mau (há várias razões, é uma outra questão) e não porque é inconstitucional. Ou seja, lá porque é inconstitucional não quer dizer que não se faça (porque se pode mudar a Constituição) tal como se for constitucional não quer dizer que se faça pela mesma razão. O que interessa é debater se determinada política é boa ou má e não apenas se é constitucional ou não porque se for do interesse do país e houver consenso passa a poder ser constitucional. Um debate limitado é um debate inquinado. 2. Neste momento tudo em Portugal parece ser inconstitucional; infelizmente, a Constituição não dá dinheiro nem alimenta o povo por isso é melhor ter cuidado com as interpretações restritivas da Constituição ou ainda acabamos a escolher entre o pão e a Constituição. Sempre que tal aconteceu nunca os resultados foram bons. 3. Não consigo perceber porque taxar o secundário é inconstitucional e ir buscar o mesmo exacto valor da taxa em impostos sobre a população já não é. Em Portugal, graças a Constituição, pode pagar-se tudo ou nada desde que seja o Estado a fazê-lo. Aquilo que os Srs que fizeram a Constituição não perceberam, tal como o Douto Miranda, é que não há dinheiro público e que, por essa simples e singela razão, a gratuitidade do sistema educativo é uma grande mentira: é que o que não se paga em taxas paga-se em impostos. Gratuito o quê, então? Não pagamos todos os impostos? Se somos nós que pagamos não é gratuito; logo, se não é gratuito não é constitucional. Se formos levar a Constituição à letra os impostos são então também inconstitucionais pois andam a pagar o que deveria ser gratuito. Seria pago por quem? Isso já ninguém sabe. E esta, Sr. Doutor Miranda, hein?
WHY PHILOSOPHY MATTERS
"During St. Thomas' second sojourn at Paris (1268-1272), masters and scholars were discussing Averroes' views on the intellect. Even less erudite men were aware of the doctrine that there is only one intellect for the whole human race. William of Tocco, an early biographer of Thomas Aquinas, tells of a certain soldier at Paris who was unwilling to atone for his sins because, as he put it: "If the soul of the blessed Peter is saved, I shall also be saved; for if we know by one intellect, we shall share the same destiny."
Beatrice Zedler, On The Unity of The Intellect Against The Averroists: Introduction (1968)
Beatrice Zedler, On The Unity of The Intellect Against The Averroists: Introduction (1968)
terça-feira, 27 de novembro de 2012
OS CHONÉS
O Tozé que não quer negociar o corte de 4000 milhões de euros na despesa é o mesmo Tozé que critica o "enorme" aumento de impostos? Faz sentido porque, para o Tozé - tal como para o PS - tudo se financia com a criação de dívida e, dessa forma, não se corta na despesa e não se aumentam os impostos. Não se vê o lindo resultado que isso deu? É este o nível do debate político português. Pior: esta indigência intelectual atinge mais de 30% das intenções de voto nas sondagens. Como se não bastasse, o mesmo Tozé argumenta contra o orçamento dizendo que a maioria recusou as propostas do PS que - imagine-se! - permitiriam um encaixe extra, onde?, na receita. Ora, talvez o Tozé pudesse explicar como quer criticar o aumento de impostos defendendo... o aumento de impostos? Há receita sem ser de impostos? Um visionário, o Tozé. E depois fala de buraco orçamental. Mas não discute o corte de despesa porque, claro, é pela defesa do "Estado-Social". Ora, eu também sou pleo Estado-Social e é por isso mesmo que gostaria de ter um país não-falido que pudesse pagar o Estado-Social que o país falido pelo PS agora não consegue sustentar. A minha dúvida agora é se o Tozé anda a querer enganar as pessoas para ver se chega ao "poleiro" ou se simplesmente não sabe do que está a falar. É que se for a primeira então o Tozé é um crápula; se for a segunda o Tozé é simplesmente choné. Um pateta, portanto. Felizmente isto deveria ser suficiente para racionalmente perceber onde não votar: se não queremos ser governados por quem deliberadamente nos quer enganar (os crápulas) nem por quem não sabe o que faz (os patetas-chonés) então não queremos o Tozé. Óbvio, não? Talvez não. Para ser óbvio era preciso que o debate fosse um pouco mais profundo; um pouco, apenas: fizessem os jornalistas, por exemplo, as perguntas que se exigem, estudassem as matérias, ponderassem argumentos, enfim: analisassem as questões com a devida profundidade e talvez o Choné, perdão, o Tozé não se safasse a dizer coisas que, pura e simplesmente, não fazem sentido.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
FAITH
"Our own existence, and the existence of all things outside us, must be believed and cannot in anyway be demonstrated."
Johann Georg Hamann, Metacritique of the Purism of Reason (1788)
Johann Georg Hamann, Metacritique of the Purism of Reason (1788)
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
THE WAIT
"A rustic fellow waiteth on the shore
For the river to flow away,
But the river flows, and flows on as before, And it flows forever and aye."
Horace
For the river to flow away,
But the river flows, and flows on as before, And it flows forever and aye."
Horace
terça-feira, 20 de novembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)
