"A meio caminho entre a fé e a crítica está a estalagem da razão. A razão é a fé que se pode compreender sem fé; mas é uma fé ainda, porque compreender envolve pressupor que há qualquer coisa compreensível."
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, 176; pp. 194
sexta-feira, 14 de maio de 2010
PARA ALÉM DO BEM E DO MAL
"Teorias metafísicas que possam dar-nos um momento com a ilusão de que explicámos o inexplicável; teorias morais que possam iludir-nos uma hora com o convencimento de que sabemos por fim qual, de todas as portas fechadas, é o ádito da virtude; teorias políticas que nos persuadam durante um dia que resolvemos qualquer problema, sendo que não há problema solúvel, excepto os da matemática - resumamos a nossa atitude para com a vida nesta acção conscientemente estéril, nesta preocupação que , se não dá prazer, evita, ao menos, sentirmos a presença da dor.
Nada há que tão notavelmente determine o auge de uma civilização, como o conhecimento, nos que a vivem, da esterilidade de todo o esforço, porque nos regem leis implacáveis, que nada revoga nem obstrui. Somos, porventura, servos algemados ao capricho dos deuses, mais fortes porém não melhores que nós, subordinados, nós como eles, à regência férrea de um Destino abstracto, superior à justiça e à bondade, alheio ao bem e ao mal."
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, 177; pp. 195
Nada há que tão notavelmente determine o auge de uma civilização, como o conhecimento, nos que a vivem, da esterilidade de todo o esforço, porque nos regem leis implacáveis, que nada revoga nem obstrui. Somos, porventura, servos algemados ao capricho dos deuses, mais fortes porém não melhores que nós, subordinados, nós como eles, à regência férrea de um Destino abstracto, superior à justiça e à bondade, alheio ao bem e ao mal."
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, 177; pp. 195
A REALIDADE
"Reconhecer a realidade como uma forma de ilusão, e a ilusão como uma forma de realidade, é igualmente necessário e igualmente inútil"
Fernado Pessoa, Livro do Desassossego, 90; pp. 124
Fernado Pessoa, Livro do Desassossego, 90; pp. 124
terça-feira, 11 de maio de 2010
DO IMPÉRIO
O Campeão voltou. Com todo o mérito, garra e contra todo o anti-Benfica o Benfica mostrou como se pode, de pleno direito, reclamar o título de maior clube do mundo. Ontem marchámos em todo o Portugal continental e ilhas, Cabo Verde, Moçambique, Angola, Venezuela, Porto, Braga*,Suiça, Luxemburgo, New Jersey e Paris, tomámos Paris. E isto só pelo que eu vi que, considerando todos os compromissos festejantes não foi muito. Quanto aos pequeninos anti-Benfica, fiquem a saber: vem aí um tempo novo, sem fruta e com futebol total. Império universal. Pois é. O Campeão voltou.
*Porto e Braga vem na ordem que vem porque coloco na categoria de territórios sem lei e sem liberdade como o do Chávez e companhia; grande coragem dos valerosos combatentes do Bem que contra porcos e currais, na ausência de ordem e lei não deixaram de gritar bem alto o que lhes ia na alma.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
OUTRA BOA PERGUNTA
"Se é verdade que o controle de rendas é muito importante para proteger os cidadãos dos abusos dos proprietários de imóveis, porque é que as casas onde vivem os cidadãos protegidos estão a cair aos pedaços e as nossas cidades estão a desertificar-se?"
Aqui.
Aqui.
BOA PERGUNTA
"Se é verdade que as leis laborais devem proteger os trabalhadores para contrabalançar o poder das empresas, porque é que em Portugal, que tem as leis laborais mais rígidas da Europa, temos salários tão baixos e desemprego tão elevado?"
Aqui.
Aqui.
sábado, 1 de maio de 2010
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